O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, afirmou nesta sexta-feira (4) durante entrevista concedida à CNN Brasil que os atuais presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente, são “políticos vendidos” e que já passou da hora de suas substituições. A declaração faz parte de uma postura mais contundente do governador de Minas Gerais, que defende uma mudança no comando das duas Casas legislativas em busca de uma relação mais transparente e alinhada com os interesses do país.
Na ocasião, Zema foi questionado sobre suas estratégias para estabelecer uma relação construtiva com o Congresso Nacional, caso seja eleito presidente, e se acredita que Motta e Alcolumbre tenham condições de permanecer na liderança das suas respectivas Casas. Sua resposta foi clara e direta: “Eu acho que já passou da hora de trocá-los. Na minha opinião, são políticos vendidos”. A crítica reforça a insatisfação do candidato com o atual cenário político, especialmente pelo que ele considera uma postura de complacência diante de episódios envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
Zema também relacionou as críticas à postura dos presidentes do Congresso com episódios recentes no STF, acusando-os de tentar “colocar pano quente” em questões que, na visão dele, deveriam ser resolvidas de forma mais firme. Segundo o candidato, esses políticos “não são eles que vão resolver os problemas do brasileiro” e sempre dependeram de política, diferentemente da maioria da população, que, na sua avaliação, trabalha arduamente para sobreviver.
Antes de criticar diretamente os atuais líderes do Legislativo, Zema expressou sua oposição ao modelo de negociação política baseado no chamado “toma lá, dá cá”, prática que, segundo ele, tem prevalecido no Brasil. Como exemplo de uma gestão bem-sucedida, citou sua experiência como governador de Minas Gerais, onde afirmou ter conseguido aprovar projetos relevantes na Assembleia Legislativa, mesmo sem uma base de apoio tradicionalmente estruturada. Ele destacou a importância do diálogo com deputados estaduais, excetuando-se os opositores, e afirmou que esse método resultou em avanços concretos no estado.
Um dos exemplos citados por Zema foi a privatização da Copasa, companhia de saneamento de Minas Gerais, aprovada pela Assembleia Legislativa durante sua gestão. Segundo ele, a privatização contou com o apoio de 60% dos deputados, demonstrando a credibilidade e a capacidade de diálogo que, na sua visão, deveriam nortear a relação entre Executivo e Legislativo.
No âmbito de sua eventual candidatura à Presidência, Zema afirmou que não pretende aceitar pressões políticas para proteger aliados ou familiares, destacando sua experiência pessoal de ter sua vida “vasculhada” sem que tenham sido encontradas irregularidades. Para ele, essa postura de resistência à chantagem é fundamental para evitar que o chefe do Executivo ceda a interesses pessoais ou partidários.
Por fim, o candidato defendeu uma estratégia de negociação com o Congresso baseada na apresentação de projetos considerados estruturantes, com o objetivo de conquistar apoio parlamentar por meio de emendas e recursos. Ele explicou que, ao estabelecer esse diálogo, pretende oferecer incentivos aos deputados para que apoiem iniciativas que possam melhorar a vida da população, como fez durante seu mandato em Minas Gerais. Segundo Zema, essa abordagem requer um governo organizado, com bons projetos e uma gestão eficiente, de modo a multiplicar os benefícios ao país por meio de parcerias com o Legislativo.








