A chuva de meteoros Táuridas do Sul terá seu período de maior atividade na madrugada desta quarta-feira (4/11) para quinta-feira (5/11). O fenômeno poderá ser acompanhado no Brasil sem o auxílio de equipamentos ópticos e chama a atenção pela possibilidade de produzir bolas de fogo, nome dado aos meteoros que apresentam brilho excepcional ao cruzar o céu.
A atividade da chuva de meteoros começou em 20 de setembro, mas a noite entre 4 e 5 de novembro concentra o pico do ramo Sul. Nesse intervalo, a Terra atravessa uma área do espaço que reúne partículas e fragmentos deixados pelo Cometa Encke. Ao entrar na atmosfera terrestre, esses materiais produzem os clarões e os rastros luminosos associados às Táuridas.
Os detritos atingem a atmosfera a uma velocidade próxima de 105 mil km/h. A passagem em alta velocidade provoca atrito com o ar e faz com que os fragmentos se tornem visíveis pela emissão de luz. Na maior parte dos casos, o resultado é percebido como um risco luminoso no céu. Quando o brilho alcança uma intensidade muito maior, o meteoro é classificado como uma bola de fogo.
A chuva das Táuridas é formada por dois ramos, que embora pertençam ao mesmo fenômeno apresentam datas distintas para o auge da atividade. O ramo Sul atingirá o pico na madrugada entre os dias 4 e 5 de novembro. Já o ramo Norte terá seu momento de maior intensidade na madrugada de 11 para 12 de novembro.
Constelação de Touro indica a região de observação
Para encontrar a área do céu em que os meteoros parecem surgir, o observador deve procurar a constelação de Touro. Ela funciona como o radiante das Táuridas do Sul. Em astronomia, radiante é o ponto ou a região do céu de onde parecem partir os rastros dos meteoros quando vistos da Terra.
A localização de Touro pode ser facilitada com o uso de aplicativos de astronomia. Entre as ferramentas citadas estão Stellarium, Star Walk e SkySafari. Esses programas auxiliam na identificação da constelação e na orientação do observador, especialmente para quem não tem familiaridade com o reconhecimento das formações celestes.
As condições do local também são determinantes para a observação. Áreas escuras e distantes da iluminação artificial das cidades oferecem melhores possibilidades de visualizar os meteoros. O excesso de luz urbana reduz o contraste do céu e pode esconder tanto os rastros mais fracos quanto os corpos celestes de menor brilho.
Antes de começar a acompanhar o fenômeno, a orientação é permanecer de 20 a 30 minutos em um ambiente escuro. Esse tempo permite que os olhos se acostumem progressivamente à baixa luminosidade, o que aumenta a capacidade de identificar os meteoros. Como as Táuridas do Sul poderão ser observadas a olho nu, não é necessário utilizar telescópios nem binóculos.









