Apesar das críticas negativas direcionadas ao seu mais recente filme, “A Última Casa”, disponível na Netflix, o ator brasileiro Wagner Moura vem sendo destacado positivamente por parte da imprensa internacional. O longa, estrelado por Moura ao lado de Greta Lee, apresenta uma recepção bastante desafiadora, com apenas 28% de aprovação entre os críticos no site Rotten Tomatoes, que agrega avaliações de filmes e séries. Ainda assim, algumas análises elogiaram o desempenho do ator brasileiro, evidenciando sua atuação como um dos pontos fortes da produção.
O filme, dirigido por Louis Leterrier e com roteiro de Matthew Robinson, acompanha uma família comum que, ao longo de uma crise global, se vê presa dentro de casa enquanto recursos básicos se esgotam e uma ameaça misteriosa se alastra pelo mundo. A narrativa retrata a luta pela sobrevivência diante de uma paranoia crescente e de um isolamento social extremo, temas que ganharam relevância em um contexto de pandemia e crises globais recentes.
A recepção crítica ao longa foi mista. Elliott Collins, do site Movie Files, destacou que a produção inicia com um mistério de ficção científica envolvente e elogiou a atuação de Moura, mas afirmou que o filme perde força ao longo do desenvolvimento. Segundo ele, “momentos de sobrevivência repetitivos, personagens pouco desenvolvidos e um desfecho decepcionante prejudicam a experiência”.
Além de Wagner Moura, o elenco conta com Greta Lee, Gabriel Barbosa, Emma Ho, Noah Alexander Sosnowski e Riley Chung. O filme busca explorar a dinâmica de uma família enfrentando ameaças internas e externas, refletindo sobre resistência e união em tempos de crise.
A atuação de Moura foi também reconhecida por Enrique Abenia, da revista espanhola Cinemanía, que afirmou que “A Última Casa” compensa seu tom de terror de baixa intensidade com uma representação sólida, interessante e engenhosa da resistência familiar. A análise reforça que o desempenho do brasileiro contribui para a qualidade do filme, mesmo diante de críticas mais severas.
Por outro lado, alguns críticos mantiveram avaliações mais críticas. Benjamin Lee, do Guardian, deu três estrelas de cinco e comentou que, para atores de grande destaque recente, aceitar papéis em produções como essa pode parecer um passo para baixo na carreira. Lee também faz referência à notoriedade de Moura e Greta Lee em Hollywood, após participações em grandes premiações do cinema.
Já Hoai-Tran Bui, da revista Inverse, elogiou a tentativa de Moura e Lee de elevar o thriller, mas criticou as muitas reviravoltas do roteiro, que, segundo ela, geram mais confusão do que admiração. Giovanni Lago, do Next Best Picture, foi ainda mais severo, atribuindo uma nota de 3 de 10 ao filme, classificando-o como uma tentativa cansativa de gerar emoções e observando que até os protagonistas parecem frustrados na tela, refletindo a experiência do público.
Apesar da recepção crítica predominantemente negativa, “A Última Casa” conseguiu conquistar o público da Netflix, atingindo o primeiro lugar entre os filmes mais assistidos na plataforma globalmente. Essa preferência do público demonstra que, mesmo com avaliações desfavoráveis por parte da crítica especializada, o filme conseguiu captar a atenção dos espectadores, consolidando-se como um sucesso de audiência na plataforma de streaming.








