O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, tomou posse nesta terça-feira (25) como novo corregedor nacional de Justiça. A cerimônia de posse ocorreu às 17h no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, marcando o início de seu mandato de dois anos à frente do órgão responsável pela fiscalização e supervisão do Poder Judiciário brasileiro.
A nomeação de Gonçalves para o cargo foi resultado de eleição realizada pelo Plenário do STJ, que o escolheu para liderar a Corregedoria Nacional de Justiça no período de 2026 a 2028. Ele sucede o ministro Mauro Campbell Marques, que deixou a função após assumir uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). A troca de comando ocorre em um momento de intensas discussões no CNJ sobre questões disciplinares envolvendo magistrados, além de debates sobre o controle de pagamentos, benefícios e transparência no âmbito do Judiciário.
Como corregedor nacional, Benedito Gonçalves terá sob sua responsabilidade a orientação, coordenação e execução de políticas relacionadas à atividade correicional do Poder Judiciário. Entre suas atribuições, destacam-se a fiscalização do comportamento de magistrados, a supervisão do funcionamento de tribunais e cartórios, bem como a condução de procedimentos disciplinares. O órgão atua na investigação de condutas irregulares, na realização de inspeções e na implementação de medidas que assegurem o cumprimento das normas estabelecidas para o bom funcionamento do sistema judiciário brasileiro.
A atuação da Corregedoria Nacional de Justiça é fundamental para garantir a integridade, a transparência e a eficiência do Judiciário. Ela desempenha papel central na fiscalização de magistrados, na supervisão de serviços judiciais e extrajudiciais, além de zelar pela disciplina dos integrantes do sistema judicial. Em sua rotina, o órgão pode instaurar processos administrativos disciplinares, realizar inspeções em tribunais e cartórios, além de adotar medidas corretivas quando necessário para assegurar o cumprimento das normas e a ética na atuação judicial.
A posse de Benedito Gonçalves ocorre em um contexto de debates intensos no CNJ, que recentemente aprovou novas regras relacionadas à responsabilização disciplinar de magistrados. Essas mudanças ampliaram as possibilidades de aplicação de penalidades, incluindo a perda do cargo, e extinguiram a aposentadoria compulsória como punição máxima, buscando fortalecer a disciplina e a responsabilização no âmbito do Judiciário.
Durante seu mandato, Benedito Gonçalves terá a missão de liderar uma das principais instituições de fiscalização do Poder Judiciário brasileiro, contribuindo para o aprimoramento da ética, do controle interno e da transparência na administração da Justiça. Sua gestão será marcada por um período de importantes discussões e ações voltadas à consolidação de um sistema judiciário mais responsável, eficiente e alinhado com os princípios de transparência e responsabilidade pública.








