O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), declarou nesta sexta-feira (11) que permanece no prejuízo após investir na Fictor Invest, uma empresa envolvida na tentativa de aquisição do Banco Master. Cury afirmou ser uma vítima do episódio e revelou que acionou advogados na tentativa de recuperar os recursos investidos, que até o momento não foram ressarcidos.
Durante uma sabatina exibida pelo SBT Brasil, Cury foi questionado sobre uma reportagem do jornal O Globo, que revelou que ele teria feito um aporte superior a R$ 30 milhões na Fictor Invest. O candidato confirmou o investimento, afirmando que realizou a operação junto com outras milhares de pessoas, e explicou que a empresa atuava na compra e venda de grãos, sendo vista por ele como uma oportunidade de baixo risco.
Cury explicou que decidiu encerrar as operações assim que soube que a Fictor pretendia adquirir o Banco Master. Segundo ele, ao ficar ciente da intenção de compra, reuniu sua equipe e interrompeu imediatamente os investimentos. No entanto, afirmou que o resgate do dinheiro não foi imediato, pois o procedimento tinha um prazo de 60 dias para ser concluído.
Ao chegar esse prazo, o candidato relatou que a empresa entrou em recuperação judicial, o que, segundo ele, levantou suspeitas de uma possível fraude. “Quando chegou 60 dias depois, no sexagésimo dia, eles abriram com RJ. Tem cheiro e cor de RJ fraudulenta”, declarou Cury, usando a sigla para recuperação judicial de forma crítica. Ele acrescentou que, até o momento, permanece no prejuízo financeiro, reforçando que seus advogados estão buscando meios legais para reaver os valores investidos.
Questionado se havia recebido algum pagamento, Cury confirmou que não. “Nós estamos até agora no prejuízo”, afirmou. O candidato também revelou que recebeu propostas de pagamento com descontos sobre o valor original, o que ele considerou uma estratégia de pagamento desigual. “Eles querem pagar com desconto”, afirmou, e voltou a criticar a recuperação judicial, alegando que a mesma estaria sendo usada de forma fraudulenta para prejudicar os investidores.
Cury condenou a conduta da empresa, classificando o episódio envolvendo o Banco Master como um caso criminoso. Ele manifestou profunda indignação com os desdobramentos do caso e pediu que as investigações sejam aprofundadas até suas últimas consequências. Ainda na entrevista, o candidato pediu rapidez na apuração dos fatos e defendeu que eventuais julgamentos relacionados ao episódio sejam realizados de forma pública e transmitidos pela televisão.
Por fim, Cury afirmou que pessoas envolvidas em irregularidades financeiras ou criminosas não deveriam receber o voto dos eleitores, reforçando sua posição de que a integridade e a transparência são essenciais no processo eleitoral. O episódio reforça a controvérsia envolvendo o candidato e seu envolvimento em operações financeiras questionáveis, além de destacar sua postura de buscar responsabilização e justiça diante do prejuízo sofrido.







