Com o avanço das campanhas eleitorais e o período que antecede as Eleições 2026, cresce também o número de golpes que utilizam o nome, a logomarca ou até dados pessoais de eleitores para aplicar fraudes. Essas ações criminosas, muitas vezes veiculadas por meio de mensagens enviadas via WhatsApp, SMS ou e-mail, tentam induzir os cidadãos a clicarem em links, fornecer informações pessoais ou realizar pagamentos, sob a falsa alegação de pendências eleitorais ou outras obrigações relacionadas à Justiça Eleitoral.
A Justiça Eleitoral alerta que, mesmo que as mensagens aparentem ser oficiais, apresentem o nome ou CPF do eleitor, utilizem a identidade visual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou tribunais regionais eleitorais (TREs), e transmitam um senso de urgência, esses elementos isolados não garantem a autenticidade da comunicação. Assim, a orientação é que o eleitor não tome qualquer providência a partir do conteúdo recebido antes de verificar a veracidade da informação por meios oficiais.
Os serviços de regularização eleitoral são gratuitos, e a maioria das pendências pode ser resolvida sem custos. Entretanto, é importante destacar que o eleitor pode ter débitos com a Justiça Eleitoral, como multas por ausência às urnas ou ao trabalho eleitoral. Essas multas podem ser quitadas por diferentes meios, incluindo Pix, boleto ou cartão de crédito. Contudo, a simples recebimento de uma cobrança não significa, necessariamente, que se trata de um golpe. O procedimento adequado é verificar a situação do eleitor por meio do Portal do TSE, do Autoatendimento Eleitoral ou do aplicativo e-Título, acessando os canais oficiais de forma independente.
No caso de cobranças por Pix, é possível conferir o destinatário da transferência. Cobranças legítimas indicam o Tesouro Nacional, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional. A presença de dados de uma pessoa física como recebedor é um sinal de alerta, já que esse tipo de informação não condiz com procedimentos oficiais do órgão.
Embora o uso de WhatsApp e e-mail não seja, por si só, um indicativo de fraude, alguns tribunais regionais eleitorais utilizam esses canais para enviar comunicações oficiais. Ainda assim, golpistas também têm se aproveitado dessa prática, enviando falsas convocações de mesários ou mensagens que direcionam os eleitores a páginas fraudulentas, com o objetivo de obter dados pessoais ou induzi-los a ações indevidas.
Durante o período de preparação para as eleições, o cadastro eleitoral permanece fechado desde 7 de maio de 2023, para a realização de ajustes necessários ao pleito de 2026, e será reaberto em 3 de novembro de 2023. Nesse intervalo, serviços como emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral e atualização cadastral estão suspensos. Entretanto, consultas de situação eleitoral e pagamento de multas continuam disponíveis normalmente. Assim, qualquer mensagem que ofereça a realização de operações atualmente suspensas deve ser encarada com cautela.
Entre as características comuns às abordagens fraudulentas, destacam-se mensagens que apresentam um tom de urgência, pedidos de pagamento imediato ou links para plataformas externas. A recomendação principal para evitar cair nesses golpes é não utilizar links ou instruções recebidas na mensagem como forma de acessar serviços da Justiça Eleitoral.
Ao receber qualquer contato suspeito, o eleitor deve fechar o aplicativo, e-mail ou mensagem e realizar a consulta diretamente nos canais oficiais do TSE, do TRE do seu estado ou no cartório eleitoral responsável. A verificação da situação eleitoral deve sempre ser feita por meio do site oficial, do Autoatendimento Eleitoral ou do aplicativo e-Título, garantindo a autenticidade da comunicação antes de clicar, pagar ou fornecer qualquer dado pessoal. Essa atenção é fundamental para prevenir fraudes e proteger os direitos do eleitor durante o período eleitoral.









