O candidato do MDB ao Governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, manifestou sua visão sobre o cenário eleitoral estadual durante uma entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (11), em Belo Horizonte. Questionado sobre o que diferencia sua candidatura das demais do campo da centro-esquerda e esquerda, Azevedo afirmou que o eleitor mineiro deseja um representante que não sirva apenas de apoio ou palanque para outros políticos, destacando a busca por lideranças autônomas e comprometidas com as demandas locais.
Durante a entrevista, o emedebista foi questionado especificamente sobre seus adversários Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT). Em resposta, Azevedo reforçou a ideia de que a população de Minas não quer alguém que seja simplesmente um instrumento de apoio a terceiros, indicando uma preferência por candidatos que apresentem propostas próprias e uma postura de independência no pleito.
Na ocasião, Gabriel Azevedo também comentou a volta de Cleitinho Azevedo (Republicanos) à disputa eleitoral. Ele declarou que respeita o senador, com quem afirmou manter uma convivência amistosa, e destacou que sua postura na campanha é de responder às críticas, sem criticar seus adversários de forma direta. Essas declarações ocorreram após uma sabatina promovida pela Faculdade Milton Campos, na manhã do mesmo dia, uma instituição na qual Gabriel foi aluno e que, em 2008, também presidiu o Diretório Acadêmico.
Durante sua participação na sabatina, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte dedicou os primeiros vinte minutos para apresentar suas principais propostas para Minas Gerais, estruturadas em quatro pilares considerados essenciais: infraestrutura, educação, segurança e saúde. Entre as propostas mais destacadas, Azevedo enfatizou a necessidade de uma transição gradual da malha rodoviária para uma rede ferroviária mais eficiente no estado. Ele afirmou: “Quero ser o governador das ferrovias”, sinalizando seu compromisso com o desenvolvimento do transporte ferroviário como alternativa de mobilidade e logística.
Além das questões de infraestrutura, Gabriel Azevedo abordou a resposta às tragédias causadas pelas chuvas na Zona da Mata mineira, ocorridas no início do ano. Ele explicou que pretende implementar o conceito de “cidades esponja” em Minas Gerais, uma estratégia que visa melhorar o escoamento da água da chuva, evitando que ela se acumule nas vias urbanas e cause transtornos semelhantes aos registrados na capital e no interior durante o período chuvoso. Essa medida busca reduzir os impactos das enchentes e melhorar a gestão hídrica nas áreas urbanas.
Na sequência, o candidato abordou temas relacionados à governabilidade e à gestão financeira. Azevedo destacou a importância de um governo responsável na administração das contas públicas, afirmando que sua postura será de diálogo e entendimento, e não de gritos ou confrontos. Sua abordagem sugere uma preferência por uma gestão equilibrada, que priorize a estabilidade fiscal e a cooperação institucional, elementos considerados essenciais para a implementação de suas propostas de governo.





