A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou neste sábado, 12 de outubro, o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso prévio e integral aos dados que fundamentam o julgamento do caso conhecido como Master. A solicitação foi dirigida novamente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, em uma manifestação enviada na manhã deste sábado, na qual a entidade reforçou a importância de que os integrantes da Corte tenham conhecimento antecipado do material que será utilizado na análise do processo.
A manifestação da PGR, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pelo vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand Filho, além dos subprocuradores-gerais Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos, repete o posicionamento apresentado um dia antes, na sexta-feira, 11 de outubro. Segundo o documento, é de grande relevância que todos os ministros do STF tenham acesso completo às informações que embasarão o julgamento, especialmente em uma fase que envolve questões sensíveis relacionadas à troca de mensagens entre ministros e outros envolvidos no caso.
O debate ocorre em meio à disputa sobre quais documentos devem ser disponibilizados aos ministros antes da sessão marcada para esta terça-feira, 15 de outubro. Nesse dia, o Plenário do STF deverá analisar o processo que investiga a troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O foco da controvérsia é a extensão do acesso ao material, incluindo dados pessoais extraídos do celular de Vorcaro, que Moraes e o ministro Cristiano Zanin defenderam que fosse entregue integralmente aos colegas, alegando que essa transparência é fundamental para o pleno entendimento do caso.
O relator do processo, ministro André Mendonça, afirmou que uma cópia do material, incluindo os dados do celular de Vorcaro, permanece lacrada em seu gabinete. Ele também alertou que a disponibilização dessas informações poderia prejudicar o andamento do inquérito, que ainda está em fase de instrução. Essa posição foi reforçada pelo presidente do STF, Edson Fachin, que rejeitou, neste sábado, 12 de outubro, o pedido de que o processo contra Moraes fosse julgado conjuntamente com as acusações relativas à atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master. Fachin explicou que o segundo processo ainda se encontra na fase preliminar de instrução e, por isso, não estaria apto a ser apreciado pelo Plenário neste momento.
O julgamento das questões envolvendo o ministro André Mendonça, relacionadas às investigações do caso Master, está agendado para o dia 23 de setembro, data que marca uma das próximas etapas do procedimento. A disputa pelo acesso aos dados e a transparência nas investigações evidencia a complexidade do caso e o esforço do STF em equilibrar a necessidade de transparência com a preservação da integridade do procedimento investigativo.







