Sete detentos fugiram do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, localizado na Região Oeste de Belo Horizonte, durante a madrugada desta segunda-feira (27). A evasão ocorreu após a abertura de um buraco na cela, com a fuga ocorrendo pelos fundos da unidade, conforme apurado pela reportagem.
Segundo informações colhidas no local, os detentos aguardavam transferência para outras unidades prisionais. Até a última atualização desta matéria, três fugitivos haviam sido recapturados: um deles foi localizado dentro do terreno da própria unidade, enquanto os outros dois foram encontrados nas ruas da capital. Os demais quatro seguem foragidos, e as buscas permanecem em andamento pelas forças de segurança responsáveis pela ocorrência.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que “um procedimento interno foi instaurado para apurar as circunstâncias da fuga e identificar possíveis falhas ou responsabilidades relacionadas ao caso”. A pasta confirmou que as circunstâncias da fuga estão sendo apuradas pelas autoridades competentes, sem detalhar prazos ou novas informações no momento.
Contexto institucional e desdobramentos operacionais
O Ceresp Gameleira é uma unidade da rede prisional destinada ao remanejamento de detentos entre diferentes unidades, com funções de custódia e controle de fluxos processuais no sistema penitenciário de Belo Horizonte. Fugas em estabelecimentos desse tipo costumam acionar processos de apuração internos, que costumam envolver revisão de protocolos de vigilância, perímetros de segurança, controle de acesso e o monitoramento de detentos que aguardam transferência entre unidades. A investigação interna busca identificar eventuais falhas nos procedimentos que possam ter contribuído para a fuga, bem como apontar responsabilidades administrativas ou operacionais, se houver.
As autoridades não divulgaram, até o momento, informações adicionais sobre o cronograma da investigação ou sobre possíveis deslocamentos de equipes de segurança pública para reforçar o monitoramento na região. O caso, que envolve sete detentos e desfechos com três recapturas, permanece sob acompanhamento das forças de segurança, que mantêm a vigilância e o rastreamento dos quatro foragidos. A operação de localização envolve atuação policial e de guarda interna, com deslocamentos que abrangem áreas do entorno da unidade prisional e as vias públicas da capital.
Especialistas em segurança penitenciária costumam destacar que qualquer falha em controle de acesso, monitoramento de perímetro ou resposta a situações de abertura de celas pode impactar a integridade de unidades prisionais. Nesse tipo de operação, a apuração interna busca esclarecer não apenas se houve erro humano, mas também se houve falha técnica ou de infraestrutura que possibilitou a ocorrência. A Sejusp, por meio de nota, reiterou a necessidade de apuração completa, sem adiantar conclusões antes do término do processo.
Enquanto as investigações avançam, a cidade de Belo Horizonte continua monitorando a situação. A divulgação de novas informações fica condicionada aos desdobramentos das autoridades, que devem confirmar a contagem atual de detentos recapturados, localizar os quatro foragidos e, se for o caso, atualizar o estado de cada um deles. A reportagem acompanhará a evolução do caso e trará novas informações assim que houver confirmação oficial.





