A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou nesta quarta-feira (4) que continuará concorrendo à presidência do Senado na próxima legislatura. Mesmo estando na disputa pelo comando da Casa, a parlamentar afirmou que mantém conversas com Rogério Marinho (PL-RN), senador apoiado pela família Bolsonaro para ocupar o cargo.
Segundo Tereza Cristina, a intenção de presidir o Senado foi apresentada antes de Marinho colocar seu nome na disputa. A senadora afirmou que esse projeto político já estava definido quando chegou a ser considerada para ocupar a posição de vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma eventual candidatura à Presidência da República.
Em entrevista à CNN Brasil, a parlamentar explicou que tratava com Rogério Marinho da possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro, mas deixava claro que seu objetivo prioritário estava relacionado ao Senado. Tereza Cristina também destacou o caráter histórico de sua candidatura: caso seja eleita, poderá se tornar a primeira mulher a presidir a Casa após 203 anos de existência do Senado Federal.
“Eu conversava com o Rogério Marinho sobre ser vice do Flávio Bolsonaro, e já dizia que meu projeto era o Senado. Eu sempre disse que meu projeto prioritário era ser a primeira mulher a ocupar a cadeira da presidência depois de 203 anos do Senado Federal, não é uma novidade para ninguém”, declarou.
Tereza Cristina diz que disputa ocorre dentro do mesmo campo político
A candidatura da senadora tem recebido críticas de setores da direita que defendem a concentração de apoio em torno de Rogério Marinho. Apesar das cobranças, Tereza Cristina afirmou que mantém uma relação de amizade com o senador do PL e que os dois pertencem ao mesmo campo político.
Na avaliação da parlamentar, as divergências entre os dois estão ligadas principalmente às diferentes posições existentes dentro da direita. Ela afirmou que alguns integrantes desse grupo se aproximam mais do centro, enquanto outros adotam uma postura considerada mais aguerrida. Para Tereza Cristina, essa diferença de posicionamento não impede que ela e Marinho continuem aliados e mantenham uma interlocução sobre a eleição.
“Eu e Rogério somos do mesmo campo de atuação, somos da direita, uns mais para o centro e outros mais para a direita aguerrida, essa que me bate todos os dias. Mas somos aliados, temos uma conversa”, disse a senadora.
Tereza Cristina também defendeu que todos os senadores tenham liberdade para apresentar suas candidaturas à presidência do Senado. Ao mesmo tempo, reconheceu que a escolha de um nome para a disputa depende de uma análise sobre estratégia política e viabilidade, além da capacidade de reunir apoio entre os parlamentares.
Senadora pretende manter candidatura até janeiro
A senadora afirmou que pretende sustentar sua candidatura, pelo menos, até janeiro. Nesse intervalo, continuará conversando com os demais integrantes do Senado para apresentar seu projeto e avaliar as condições políticas para permanecer na disputa.
A eleição da Mesa Diretora está prevista para fevereiro. Até a votação, Tereza Cristina considera que haverá tempo para novas negociações e para que o grupo político avalie qual candidato terá melhores condições de representar a direita na disputa pelo comando da Casa.
A definição, portanto, ainda depende do andamento das conversas entre os senadores e da avaliação sobre a capacidade de cada nome de conquistar apoio. “Tem muita conversa para andar por esses dois meses que temos pela frente. Quem tiver melhor vai sair candidato pela direita”, concluiu Tereza Cristina.








